Estavas quase a dormir… Mas, de repente, algo te perturbou e levou o sono para bem longe. Algo que te dói, que te faz chorar. Algo que parece querer ficar e tu sentes-te fraca e não consegues lutar mais.
Ouves algo a dizer-te bem baixinho: “- Vais perder mais uma batalha e sabes que a culpa é toda tua.”. E levantaste apavorada.
“- Mas o que é isto?!”
Ouves algo a dizer-te bem baixinho: “- Vais perder mais uma batalha e sabes que a culpa é toda tua.”. E levantaste apavorada.
“- Mas o que é isto?!”
(…)
Por momentos fica tudo calmo e tu começas a pensar em tudo o que tens feito, tudo o que tens vivido… Nem tudo é bom… Ultimamente quase nada é bom. Está-te a parecer que o mundo não quer saber de ti.
E talvez a tua ideia não seja assim tão descabida. Os teus dias já não são os mesmos, essa é a verdade. E cada pequeno gesto, cada palavra de alguém, te poderá fazer sorrir ou mesmo chorar. Tu estás frágil. As tuas reacções, as tuas atitudes, são verdadeiros impulsos, algo não reflectido. Ages, pura e simplesmente, com o coração (sofrido).
O problema é que não te estás a adaptar aos teus dias e não fazes ideia de como o fazer, porque para ti tudo isto é novo, falta-te alguma coisa. Algo muito importante que não te deixa viver assim. Falta-te o teu pilar.Falta-te aquela pessoa, pois só ela te conseguia erguer a cabeça e ajudar a seguir em frente. Mas não a tens. E agora?
O problema é que não te estás a adaptar aos teus dias e não fazes ideia de como o fazer, porque para ti tudo isto é novo, falta-te alguma coisa. Algo muito importante que não te deixa viver assim. Falta-te o teu pilar.Falta-te aquela pessoa, pois só ela te conseguia erguer a cabeça e ajudar a seguir em frente. Mas não a tens. E agora?
Vais sobrevivendo, sim porque isso não é viver. Tu não tens vivido. Tens andado por aí como uma vagabunda. Pede carinho aqui (e não dão), pede um beijo ali (e não querem saber), pede um abraço acolá (nenhum é aconchegador como aquele). Acabas por pedir apenas uma palavra amiga, mas parece que aqueles que julgavas mais próximos, e que na tua cabeça poderiam tentar reparar um pouco do que te falta, não estão nem aí para ti.
Estás com eles mas sabes que não podes desabafar, não podes deitar cá para fora o que sentes. Porque eles jamais entenderão o que te vai aí dentro, nesse coração apertado.
E tu choras, tu sofres…
Ninguém te consegue secar as lágrimas e tu sentes-te uma estranha neste mundo.
Ninguém te consegue secar as lágrimas e tu sentes-te uma estranha neste mundo.
Queres desistir, já não tens força, mas algo te volta a interromper e te diz: “Força, tu és mais forte do que julgas e eu vou estar sempre aqui ao teu lado! Amo-te!”. Tu sorris, olhas à tua volta para ver de onde ele surgiu. “Onde estás? Voltaste? Estava a precisar tanto de ti”.
(…)
Não, ele não voltou. Tu estavas tão concentrada nos teus pensamentos que ele surgiu no teu inconsciente, dizendo aquilo que tanto querias ouvir.
Voltas a não viver, de novo!

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