Nas ramificações do meu pensar pulsa o meu sentir, que por todos os meios tento não notar que ele deveras existe. Não olho às impossibilidades, porque a realidade intormete-se entre mim e o mundo imaginário que construi com o meu querer oculto.
Ninguém sabe...nem eu sei tudo o que faz parte dessa terra que se esconde por detrás do tronco do meu racíocinio. Existe muito terreno virgem,por explorar.
Ninguém sabe...nem eu sei tudo o que faz parte dessa terra que se esconde por detrás do tronco do meu racíocinio. Existe muito terreno virgem,por explorar.
E eu tenho medo de pisar caminhos movediços que me façam cair naquele lugar que, na verdade, sonho em me perder: o amor.
E a desconfiança do Mundo me fez assim, amedrontada. Medo é o grande componente do meu pensar. O que me faz andar, o que me faz parar.
Não quero ser sua marioneta, não quero ser isto. Quero ser tudo que me compõe. Tal como uma orquestra não sobrevive sem as suas cordas, as suas mãos, e todos esses outros instrumentos, eu quero ser a sinfonia suprema do maior génio dentre todas as minhas células.
Mas deparo-me com estas dúvidas. É que, simplesmente...
...Não sei o que queres de mim.
Não sei se serei, se serás, se seremos, se serão.
Não sei. E não saber me deixa assim...com medo de puxar a cortina para ver a sinfonia final, de ver tudo o que sou, ao mesmo tempo de tudo o que vês.
Não sei o que queres de mim.

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